O mundo inteiro assistiu ao retorno da nave.
As transmissões mostravam apenas um astronauta.
Joe.
Sozinho.
A nave que deveria trazer quatro tripulantes havia retornado com apenas um ocupante.
Maria desaparecera.
José desaparecera.
André desaparecera.
E Joe não conseguia explicar nada.
Quando os médicos perguntavam o que havia acontecido na Estação Espacial Internacional, ele repetia sempre a mesma resposta:
— Eu não me lembro.
Os exames não indicavam lesões.
Não havia sinais de trauma.
Nenhum dano cerebral.
Era como se alguém tivesse apagado cuidadosamente uma parte específica de sua memória.
A notícia espalhou-se rapidamente.
Governos exigiam respostas.
A imprensa pressionava.
Enquanto isso, grupos políticos da Terra acusavam Marte de conspiração.
As relações diplomáticas entre os dois planetas começavam a se deteriorar.
Se a verdade não fosse descoberta rapidamente, uma guerra poderia começar.
Foi então que surgiu um nome inesperado.
Samuel Oliveira.
Samuel não era policial.
Não era militar.
Nem cientista.
Trabalhava analisando documentos e informações para órgãos públicos.
Mas possuía uma reputação incomum.
Era conhecido por resolver problemas que ninguém conseguia explicar.
Não porque fosse mais inteligente que todos.
Mas porque observava aquilo que os outros ignoravam.
Além disso, havia algo que poucas pessoas sabiam.
Samuel possuía um hiperfoco desde a adolescência.
Detetives.
Enquanto outras pessoas assistiam esportes ou novelas, ele passava horas estudando investigadores famosos da literatura.
Conhecia cada método de:
Seu apartamento estava cheio de livros, anotações e mapas mentais.
Samuel não imitava os personagens.
Mas estudava seus padrões.
Aprendera algo importante:
Grandes mistérios raramente são resolvidos pelas evidências mais visíveis.
A resposta quase sempre está escondida nos detalhes ignorados.
Os agentes do governo encontraram Samuel onde ele costumava estar.
Sentado em seu banco preferido na praça.
Observando o movimento das árvores.
Os pássaros.
As pessoas.
Esperaram.
Sabiam que interrompê-lo naquele momento não ajudaria.
Quinze minutos depois, Samuel levantou-se.
Somente então um dos agentes se aproximou.
— Senhor Samuel?
— Sim.
— Precisamos da sua ajuda.
Samuel observou o homem.
Observou os sapatos.
A gravata.
O distintivo.
O leve tremor na mão esquerda.
— Não é um convite comum — respondeu.
O agente ficou surpreso.
— Como sabe?
— O senhor não dorme direito há três noites. Recebeu uma missão urgente. E está preocupado.
O agente piscou.
— Como...
Samuel apontou discretamente.
— Mancha de café na manga. Olheiras. Sapatos com poeira de aeroporto. E sua mão não para de tremer.
O agente ficou em silêncio.
Talvez as histórias sobre aquele homem fossem verdadeiras.
Naquela mesma tarde, Samuel foi levado para uma instalação de segurança máxima.
Lá encontrou Joe.
O astronauta parecia exausto.
Sentado sozinho diante de uma janela.
Samuel observou-o durante vários minutos antes de falar.
Joe não disse nada.
Também observava.
Finalmente Samuel sentou-se ao seu lado.
— Você lembra da estação?
— Não.
— E do objeto?
Joe congelou.
Foi apenas por um segundo.
Mas Samuel percebeu.
Um pequeno movimento dos olhos.
Uma alteração na respiração.
Um leve tremor.
Ali estava a primeira pista.
Joe não lembrava da estação.
Mas lembrava do objeto.
Ou pelo menos de parte dele.
Naquele instante, alarmes começaram a soar em toda a instalação.
Monitores acenderam sozinhos.
Telas piscavam.
Técnicos corriam pelos corredores.
Uma mensagem apareceu simultaneamente em todos os computadores do complexo.
Uma única palavra.
HELLO
A mesma palavra encontrada meses antes na estação espacial.
Joe empalideceu.
Samuel permaneceu imóvel.
Observando.
Pensando.
Ligando peças invisíveis.
Porque naquele momento compreendeu algo assustador.
O mistério não havia voltado com Joe.
O mistério havia voltado junto com ele.
Continua...
As transmissões mostravam apenas um astronauta.
Joe.
Sozinho.
A nave que deveria trazer quatro tripulantes havia retornado com apenas um ocupante.
Maria desaparecera.
José desaparecera.
André desaparecera.
E Joe não conseguia explicar nada.
Quando os médicos perguntavam o que havia acontecido na Estação Espacial Internacional, ele repetia sempre a mesma resposta:
— Eu não me lembro.
Os exames não indicavam lesões.
Não havia sinais de trauma.
Nenhum dano cerebral.
Era como se alguém tivesse apagado cuidadosamente uma parte específica de sua memória.
A notícia espalhou-se rapidamente.
Governos exigiam respostas.
A imprensa pressionava.
Enquanto isso, grupos políticos da Terra acusavam Marte de conspiração.
As relações diplomáticas entre os dois planetas começavam a se deteriorar.
Se a verdade não fosse descoberta rapidamente, uma guerra poderia começar.
Foi então que surgiu um nome inesperado.
Samuel Oliveira.
Samuel não era policial.
Não era militar.
Nem cientista.
Trabalhava analisando documentos e informações para órgãos públicos.
Mas possuía uma reputação incomum.
Era conhecido por resolver problemas que ninguém conseguia explicar.
Não porque fosse mais inteligente que todos.
Mas porque observava aquilo que os outros ignoravam.
Além disso, havia algo que poucas pessoas sabiam.
Samuel possuía um hiperfoco desde a adolescência.
Detetives.
Enquanto outras pessoas assistiam esportes ou novelas, ele passava horas estudando investigadores famosos da literatura.
Conhecia cada método de:
- Sherlock Holmes
- Hercule Poirot
- Auguste Dupin
Seu apartamento estava cheio de livros, anotações e mapas mentais.
Samuel não imitava os personagens.
Mas estudava seus padrões.
Aprendera algo importante:
Grandes mistérios raramente são resolvidos pelas evidências mais visíveis.
A resposta quase sempre está escondida nos detalhes ignorados.
Os agentes do governo encontraram Samuel onde ele costumava estar.
Sentado em seu banco preferido na praça.
Observando o movimento das árvores.
Os pássaros.
As pessoas.
Esperaram.
Sabiam que interrompê-lo naquele momento não ajudaria.
Quinze minutos depois, Samuel levantou-se.
Somente então um dos agentes se aproximou.
— Senhor Samuel?
— Sim.
— Precisamos da sua ajuda.
Samuel observou o homem.
Observou os sapatos.
A gravata.
O distintivo.
O leve tremor na mão esquerda.
— Não é um convite comum — respondeu.
O agente ficou surpreso.
— Como sabe?
— O senhor não dorme direito há três noites. Recebeu uma missão urgente. E está preocupado.
O agente piscou.
— Como...
Samuel apontou discretamente.
— Mancha de café na manga. Olheiras. Sapatos com poeira de aeroporto. E sua mão não para de tremer.
O agente ficou em silêncio.
Talvez as histórias sobre aquele homem fossem verdadeiras.
Naquela mesma tarde, Samuel foi levado para uma instalação de segurança máxima.
Lá encontrou Joe.
O astronauta parecia exausto.
Sentado sozinho diante de uma janela.
Samuel observou-o durante vários minutos antes de falar.
Joe não disse nada.
Também observava.
Finalmente Samuel sentou-se ao seu lado.
— Você lembra da estação?
— Não.
— E do objeto?
Joe congelou.
Foi apenas por um segundo.
Mas Samuel percebeu.
Um pequeno movimento dos olhos.
Uma alteração na respiração.
Um leve tremor.
Ali estava a primeira pista.
Joe não lembrava da estação.
Mas lembrava do objeto.
Ou pelo menos de parte dele.
Naquele instante, alarmes começaram a soar em toda a instalação.
Monitores acenderam sozinhos.
Telas piscavam.
Técnicos corriam pelos corredores.
Uma mensagem apareceu simultaneamente em todos os computadores do complexo.
Uma única palavra.
HELLO
A mesma palavra encontrada meses antes na estação espacial.
Joe empalideceu.
Samuel permaneceu imóvel.
Observando.
Pensando.
Ligando peças invisíveis.
Porque naquele momento compreendeu algo assustador.
O mistério não havia voltado com Joe.
O mistério havia voltado junto com ele.
Continua...
Próximo Capítulo:
Capítulo 2 - A Mensagem de Marte
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Importante:
Para entender melhor os personagens deste capítulo, leia também:
• Amor Proibido – Capítulos 1 (Kaito e Sophia)
• Amor Proibido – Capítulos 2 (Kaito e Sophia)
• O Novo Mundo (Maya e Victor)
• O Astronauta (Joe)
• O Astronauta: O Silêncio Não Está Vazio (Joe)
• O Banco da Praça (Samuel)
O Enigma da Estação Espacial:
Capítulo 1 - O Homem do Banco da Praça

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