Joe não entrou na Estação Espacial Internacional sozinho, outros astronautas estavam com ele na missão. Ao seu lado estavam Maria, bióloga, especialista em vida microscópica e ecossistemas extremos; José, piloto experiente e comandante da missão, homem de poucas palavras e decisões rápidas; e André, médico da tripulação, responsável por manter corpos e mentes funcionando longe da Terra. A escotilha se fechou atrás deles com um som metálico seco, definitivo. A estação parecia intacta. Limpa. Organizada demais. — Está tudo… silencioso — murmurou Maria, ajustando os sensores do traje. Silencioso não era o termo técnico esperado para um ambiente que deveria estar cheio de sinais vitais, alertas automáticos, vozes humanas. Mas era exatamente isso: um silêncio que não soava vazio — soava contido. Joe foi o primeiro a se aproximar da janela principal. E então viu. Do lado de fora da estação, flutuando a uma distância inquietantemente próxima, havia um objeto. Não era lixo espacial. Não era sa...