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Nem tudo aconteceu. Nem tudo foi inventado. Bem-vindo(a) à Imagoria. Click na imagem para ler mais.

O Banco da Praça

Samuel gostava de chegar cedo à praça. Não porque tivesse compromisso com alguém. Na verdade, era justamente o contrário. Ali, antes que o movimento aumentasse, o mundo parecia respirar mais devagar. As árvores balançavam com o vento da manhã. Os pássaros disputavam espaço nos galhos mais altos. Algumas pessoas caminhavam sem pressa pelas calçadas. Tudo seguia um ritmo que fazia sentido. Samuel sentava-se sempre no mesmo banco. Não era superstição. Era familiaridade. Gostava de saber exatamente onde estaria. Gostava de reconhecer os detalhes: a pintura desgastada da madeira, a sombra projetada pela árvore ao lado, o som distante da água da fonte. Enquanto observava o ambiente, organizava os pensamentos. Às vezes em silêncio. Às vezes murmurando frases baixinho. Quem passava podia imaginar que ele estivesse falando sozinho. Mas Samuel não estava conversando com ninguém. Estava colocando as ideias em ordem. Desde criança, sua mente funcionava como uma biblioteca sem bibliotecário. Centen...

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