Quando Marcus viu o lugar pela primeira vez, percebeu que aquilo não parecia um laboratório. Também não parecia um acampamento. Era alguma coisa entre os dois. A porta se fechou atrás deles. O som da trava ecoou pelo corredor. Marcus olhou para Helena. Ela também tinha ouvido. Os dois permaneceram em silêncio por alguns segundos. À frente, dois homens caminhavam sem dizer uma palavra. Vestiam roupas escuras, sem identificação. Não pareciam exatamente seguranças. Mas também não pareciam funcionários comuns. Marcus olhou para trás. A porta por onde haviam entrado já estava distante. — Mãe... Helena virou o rosto. — O que foi? Marcus hesitou. Aquela frase ainda estava em sua cabeça. Não confie em quem diz que escolheu você. Ele não sabia de onde vinha. Não sabia quem havia dito. E, principalmente, não sabia se deveria contar. — Nada. Helena continuou andando. — Você está escondendo alguma coisa. Marcus olhou para ela. — Como você sabe? — Porque eu conheço você. Ele abaixou os olhos. — Eu ...