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O Banco da Praça

Samuel gostava de chegar cedo à praça. Não porque tivesse compromisso com alguém. Na verdade, era justamente o contrário. Ali, antes que o movimento aumentasse, o mundo parecia respirar mais devagar. As árvores balançavam com o vento da manhã. Os pássaros disputavam espaço nos galhos mais altos. Algumas pessoas caminhavam sem pressa pelas calçadas. Tudo seguia um ritmo que fazia sentido. Samuel sentava-se sempre no mesmo banco. Não era superstição. Era familiaridade. Gostava de saber exatamente onde estaria. Gostava de reconhecer os detalhes: a pintura desgastada da madeira, a sombra projetada pela árvore ao lado, o som distante da água da fonte. Enquanto observava o ambiente, organizava os pensamentos. Às vezes em silêncio. Às vezes murmurando frases baixinho. Quem passava podia imaginar que ele estivesse falando sozinho. Mas Samuel não estava conversando com ninguém. Estava colocando as ideias em ordem. Desde criança, sua mente funcionava como uma biblioteca sem bibliotecário. Centen...

O Astronauta: Parte 2

Joe não entrou na Estação Espacial Internacional sozinho, outros astronautas estavam com ele na missão. Ao seu lado estavam Maria, bióloga, especialista em vida microscópica e ecossistemas extremos; José, piloto experiente e comandante da missão, homem de poucas palavras e decisões rápidas; e André, médico da tripulação, responsável por manter corpos e mentes funcionando longe da Terra. A escotilha se fechou atrás deles com um som metálico seco, definitivo. A estação parecia intacta. Limpa. Organizada demais. — Está tudo… silencioso — murmurou Maria, ajustando os sensores do traje. Silencioso não era o termo técnico esperado para um ambiente que deveria estar cheio de sinais vitais, alertas automáticos, vozes humanas. Mas era exatamente isso: um silêncio que não soava vazio — soava contido. Joe foi o primeiro a se aproximar da janela principal. E então viu. Do lado de fora da estação, flutuando a uma distância inquietantemente próxima, havia um objeto. Não era lixo espacial. Não era sa...

O Astronauta: Parte 1

Joe não era apenas um menino sonhador: era um menino que Sonhava com a Lua. Desde muito cedo, parecia viver em dois mundos: o real, onde caminhava, estudava e obedecia; e outro, invisível aos olhos dos adultos, onde tudo fazia sentido. Um dia, vasculhando o armário antigo do pai, encontrou um livro pesado, de capa dura e páginas amareladas: a enciclopédia de seu pai. Ali estavam respostas para perguntas que ele ainda nem sabia formular. Folheando ao acaso, uma imagem o fez parar. Um homem vestia um uniforme estranho, com capacete refletivo, parado sobre um terreno cinza, irregular, silencioso. Joe leu a legenda com cuidado: Astronauta na Lua. Aquela palavra ecoou dentro dele. Lua. Astronauta. Era outro mundo. E, naquele instante, Joe soube: era para lá que ele queria ir. Desde então, o sonho passou a viver com ele. Não como fantasia passageira, mas como presença constante. Seus pais perceberam cedo. Não riram, não minimizaram. Incentivaram. Vieram os cursos, as palestras, os seminários...

O Novo Mundo

O mundo havia mudado. A promessa de paz e prosperidade havia sido feita, e as pessoas haviam acreditado. Aurélius, o Salvador, havia surgido como um líder carismático, prometendo acabar com as guerras e a fome. E, de fato, ele havia conseguido. Mas a que custo? As cidades estavam agora sob controle rigoroso. As pessoas eram obrigadas a seguir regras estritas, e qualquer desvio era punido com severidade. A liberdade havia sido trocada por segurança, e a segurança havia se tornado uma ilusão. Em uma pequena cidade, uma jovem chamada Maya vivia sob o regime de Aurélius. Ela trabalhava em uma fábrica, produzindo bens para o governo. Sua vida era monótona, mas segura. Ou assim parecia. Maya havia ouvido rumores de resistência, de pessoas que ainda acreditavam na liberdade e na justiça. Ela não sabia se era verdade, mas algo dentro dela havia despertado. Ela começou a questionar as regras e a buscar respostas. Enquanto isso, Aurélius observava o mundo de sua torre de controle, satisfeito com...

Amor Proibido: Capítulo 2

Kaito começa a desconfiar que Sophia está mentindo sobre ser a líder da organização criminosa. Ele acredita que ela está sendo forçada a assumir tudo, talvez por alguém mais poderoso ou perigoso. Kaito decide investigar mais sobre a situação e descobrir a verdade. Ele começa a investigar Sophia e a organização criminosa, procurando por pistas que possam revelar a verdade. Ele descobre que um homem misterioso está visitando Sophia na prisão, e que parece estar controlando-a. Kaito começa a ter dúvidas sobre sua decisão de ter denunciado Sophia sobre o projeto da bomba nuclear. Ele se pergunta se Sophia é realmente culpada ou se está sendo usada por alguém mais. Kaito decide que precisa saber a verdade antes de tomar qualquer ação. Kaito decide confrontar Sophia sobre suas suspeitas. Sophia nega tudo, mas Kaito nota que ela parece nervosa e assustada. Ele começa a acreditar que Sophia não é a líder da organização criminosa. Ele é um marciano, mas seus ancestrais eram da Terra. Muito temp...

Amor Proibido: Capítulo 1

Kaito e Sophia se conhecem no trabalho e começam a se aproximar, compartilhando momentos de cumplicidade e risadas. Ele se apaixona por ela, mas esconde sua verdadeira identidade para evitar problemas. Sophia, por sua vez, começa a se apaixonar por Kaito, mas não entende por que ele parece tão reservado e modesto, considerando que trabalham na mesma empresa e têm acesso aos mesmos recursos. Sophia começa a suspeitar que Kaito está escondendo algo importante sobre si mesmo. Ela começa a investigar e se aproxima da verdade. A família de Sophia não aprova o relacionamento com Kaito, considerando-o "inferior" devido à sua origem humilde, ele sente pressionado a manter sua identidade em segredo para evitar problemas. Kaito recebe uma mensagem de seus superiores em Marte, alertando-o sobre um perigo iminente que pode afetar sua estadia na Terra, ele foi enviado à Terra para impedir que a empresa desenvolvesse a bomba nuclear, que poderia ter consequências catastróficas para o ...

Projeto Escuta: Parte 2 – O Eco da Frequência

O Som das Coisas que Ninguém Ouve SEGUNDA PARTE Capítulo Final – O Eco da Frequência O laboratório permaneceu em absoluto silêncio. Nenhum equipamento voltou a funcionar. Nenhuma porta se abriu novamente. A enorme estrutura circular de aço permanecia imóvel, como se nunca tivesse vibrado. Mesmo assim, ninguém ousava afirmar que tudo havia terminado. Benício caminhou lentamente até a fotografia caída sobre o piso. Augusto. Helena. Sofia. E o espaço vazio. Por alguns segundos permaneceu observando aquele lugar reservado para alguém que ainda não existia naquela imagem. Ou talvez... Que ainda não tivesse chegado. Guardou cuidadosamente a fotografia dentro da pasta de Augusto. Helena aproximou-se. — O que pretende fazer agora? Benício olhou mais uma vez para a grande porta metálica. No centro dela, o círculo azul parecia menos ameaçador. Mais parecido com um convite. Respirou profundamente. — Acho que meu avô não queria que abríssemos essa porta. Helena sorriu discretamente. — Também acho....